Um diagnóstico bem feito não nasce de uma consulta corrida.
Sintomas semelhantes podem vir de origens muito diferentes. Insônia, dificuldade de
concentração e irritabilidade podem ser o início de um quadro depressivo ou de um
transtorno de ansiedade, por exemplo. A escuta ativa, durante a avaliação psíquica,
existe para separar essas hipóteses antes de qualquer prescrição.
O diagnóstico nasce de escuta, hipóteses diagnósticas e raciocínio clínico. Às vezes ele
não é imediato, e isso faz parte do processo.
Minha formação em saúde mental vem da pós-graduação em Psiquiatria e de anos atendendo
esse tipo de demanda em ambulatório. Olhar o conjunto é parte do trabalho: o sofrimento
atual, as condições clínicas, os medicamentos em uso, o contexto familiar e o que é
possível sustentar na rotina real de cada um.
Quando há prescrição, ela vem explicada: o que a medicação faz, em quanto tempo age,
quais efeitos são esperados nas primeiras semanas e quais exigem contato imediato. E
quando o caso pede outro nível de cuidado, o encaminhamento é feito com relatório e
indicação de serviço, tudo pela comodidade do paciente.